A saudade bate forte, é hora de voltar. Que saudade do meu cantinho, que saudade de escrever! São tantas saudades que começo a me perguntar: o que tem me feito tão ausente?
Prioridades. Pode ser, mas amigos também estão entre as minhas prioridades, no entanto, continuo a repetir: que saudade!
O que eu tenho feito com o meu tempo? Tempo a gente é que faz, já me disseram um dia. Preciso 'fazer' um tempinho, eu devo me afastar da saudade.
Talvez nem seja mais saudade o que eu sinto, de tão próxima, já nem a identifico mais. Cotidiana, trivial. Preciso me afastar da saudade para voltar a senti-la.
Retorno para que eu possa sentir novamente o gostinho elementar de querer voltar.
Depois de meses sem publicar nada, vou postar, na cara de pau, esse rascunho que eu achei por aqui. A verdade é que eu estou com saudade desse cantinho. Até breve! Beijos
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Foi a gota d’água. Pensou, pensou, pensou... Pensou muito, mas foi como se em nada tivesse pensando. Sua ideia era fixa, só havia um pensamento. Um pensamento destrutivo e ao mesmo tempo consolador.
Debruçou-se, inclinou-se. Queria acabar com a dor, queria deixar de sentir. O corpo pesou, o corpo caiu.
Um barulho, um estouro. Um silêncio ensurdecedor, um grito assustador.
...
Um fim inesperado, desesperado, alterado, impensado, pensado e repensado.
Não importa onde você parou, ou em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível recomeçar.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, É renovar as esperanças na vida e, o mais importante… Acreditar em você de novo.
E eu pergunto: Sofreu muito nesse período? Foi a dor do aprendizado...
Chorou muito? Foi limpeza da alma… Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia… Sentiu-se só diversas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos… Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora…
Pois é... Agora é hora de reiniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo. Que tal uma caminhada no parque, o livro que você sempre quis ler, um corte de cabelo novo? Ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio, quanta coisa nova te esperando! Está sentindo-se sozinho? Besteira, tem tanta gente que você afastou com o seu 'período de isolamento'. Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para chegar perto de você. Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmo nos suportamos, ficamos horríveis.. O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga.
Recomeçar! Hoje é um bom dia para novos desafios. Onde você quer chegar? Sonhe alto! Queira o melhor do melhor.
Pensando assim, traremos aquilo que desejamos. Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos.
E é hoje o dia da faxina mental, joga fora tudo que prende você ao passado, ao mundinho de coisas tristes... Fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.
Jogue fora tudo... Mas principalmente esvazie o coração. Fique pronto para a vida e, quem sabe, para um novo amor.
Lembre-se: Somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes. Afinal de contas, nós somos o amor.
Texto: Paulo Roberto Gaefke
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Gente, lembrei desse texto e resolvi fazer dele o último post de 2010. Desde já, desejo a todos um Feliz Natal e um Ótimo Ano Novo!
Meu professor falava sobre a mentalidade burocrática. É provável que eu já tivesse refletido sobre o assunto antes, mas talvez não exatamente da forma como ele propôs.
O modo de pensar empresarial se alastrou como erva daninha. A tal ponto que a saúde, a educação e, inclusive, muitos relacionamentos são guiados por uma mesma convicção. Verdade absoluta? Verdade capitalista, verdade empresarial. Não acredito em verdades absolutas, acredito em pontos de vista, talvez por isso eu goste tanto das aulas do referido professor.
Foi pensando nisso que me lembrei de uma conversa que tive. Logo quando acabei um relacionamento, um amigo veio até a minha casa dar um apoio moral. Papo vai, papo vem, ele pediu um pedaço de papel para tentar explicar o que pensava sobre a situação.
Ao desenhar um gráfico em forma de pizza, ele disse:
- Aline, suponhamos que 30% do teu tempo seja dedicado aos estudos, 30% ao trabalho, 20% aos teus amigos e os outros 20% ao ‘fulano de tal’. Agora, tu tens um buraco, esses 20% estão vazios (dizia ele apontando para a representação), e é por isso que tu sentes falta. No momento em que tu preencheres esse espaço, com estudo, trabalho, lazer, o que for, tu vais sentir-se melhor.
Acho que não preciso nem dizer qual é a profissão do meu amigo... O fato é que nessa lógica, o principal em um relacionamento foi esquecido, o sentimento. Porque, a meu ver, eu poderia me ocupar de todas as formas, tapar o buraco com as mais variadas opções, e mesmo assim, se o sentimento persistisse, ainda haveria uma lacuna.
O que me leva novamente ao post do dia 16 de setembro, em que eu disse: “Tem gente que sonha em ser robô e de tanto tentar, de tanto pensar o que deve ser sentido, de tanto ignorar o coração, tem gente que já nem parece gente(...) Porém, há momentos em que precisamos sentir e, para tanto, é necessário que se deixe um pouco a racionalidade de lado e que se permita.”
Não foram poucas as vezes em que fui interrogada sobre o carro que o ‘fulano de tal’ tinha ou sobre o que ele tinha. A sociedade voltada ao mercado faz com as pessoas só pensem em ganhar, tirar vantagem, ganhar... As relações, inclusive de amizade, são pautadas por interesses. A racionalidade substantiva - baseada nos valores, no afeto, na subjetividade - foi engolida pela racionalidade instrumental, que é superdimensionada pela maioria.
Eu sigo a minha lógica, mesmo pensando que isso tudo pode acabar respingando em mim de qualquer forma. Enquanto alguns se preocupam em ganhar ou perder, e outros se perguntam aonde isso vai levá-los, eu me preocupo em ser feliz.
Conheceram-se e rapidamente encantaram-se, entregaram-se, amaram-se. Como de costume, tudo foi perfeito nos primeiros meses. Ele ligava, ela respondia, ele ia, ela vinha. Havia sintonia na troca, sim, havia troca.
Ele agradecia por ter a encontrado, ela retribuía em gestos, mas sem palavras. Os olhares eram sempre correspondidos e profundos. E uma das coisas que mais a agradavam era a profundidade em um olhar, pois associava à profundidade da alma.
Problemas e mais problemas... O relacionamento enfraquecia. Amavam-se ainda, era evidente, mas já havia mágoa, já havia desencanto, já havia decepção.
Terminaram. Foi um fim doloroso, cada um enfrentando seus próprios muros, seus próprios obstáculos, para seguir em frente. Porém, seguir em frente sem olhar para trás não é fácil, quanto mais profundo o olhar, mais difícil é.
Reencontraram-se, amaram-se, fizeram tudo igual, mas já era diferente. Ele sentia, ela retribuía e o que viria ninguém sabia.
-Seria um relacionamento capaz de andar para trás?, ela questionava. Sempre acreditou que não, só que agora desconfiava.
- E qual seria o desenrolar de um relacionamento que anda para trás? O retorno os incitamento inicial até o completo desconhecimento do outro? Ou o regresso do encantamento como estímulo para a reconquista e a mudança de foco para retorno ao eixo certo, o do futuro? Ou não seria nada disso?
Ela perguntava sem esperar por respostas. No momento, ela estava satisfeita com o presente - que encontrava com o seu passado e a fazia acreditar mais uma vez no amor -e ainda desprezava o que seria do futuro. Melhor assim, pois por mais que tentasse prever, a incógnita estaria ali de qualquer jeito.
Na noite seguinte, os dois tiveram o sono mais profundo que já haviam tido, tão profundo e intenso como o olhar de cada um deles.